Versão de trabalho — Fase 3 Documento técnico de elaboração previsto na Fase 3 dos Termos de Referência. Está sujeito à validação da Direcção do INADE, à consulta pública e à incorporação dos pareceres institucionais previstos nas fases subsequentes.

Referências e Anexos I–V

Anexos e Referências

Matriz global de progressão, perfil sociolinguístico e diagnóstico, escala descritiva de desempenho, glossário, siglas e questões para validação do INADE.

Referências Bibliográficas e Normativas

Estatuto das referências comparativas

Apoiam apenas princípios metodológicos, de diagnóstico, diferenciação e contextualização. Não substituem os TdR nem os documentos curriculares angolanos, não determinam a carga horária e não estabelecem equivalência entre as classes angolanas e os níveis A1, A2 ou B1.

  • ANGOLA. INADE. Termo de Referência: contratação de especialistas para a elaboração de um Programa de Português Língua Segunda (Não Materna) para a 5.ª e 6.ª classes. Luanda, 2025.
  • ANGOLA. Ministério da Educação. Programa de Língua Portuguesa — 5.ª Classe. Programa nacional do Ensino Primário.
  • ANGOLA. Ministério da Educação. Programa de Língua Portuguesa — 6.ª Classe. Programa nacional do Ensino Primário.
  • ANGOLA. Ministério da Educação. Plano Curricular do Ensino Secundário Pedagógico. Fonte nacional auxiliar para a arquitectura dos programas, metodologias activas e avaliação.
  • ANGOLA. Decreto Presidencial n.º 193/18, de 10 de Agosto. Normas Curriculares Gerais para os Cursos de Graduação do Subsistema de Ensino Superior. Fonte conceptual auxiliar, sem aplicação normativa directa ao Ensino Primário.
  • MOÇAMBIQUE. Lei n.º 18/2018, de 28 de Dezembro. Lei do Sistema Nacional de Educação.
  • MOÇAMBIQUE. Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. Plano Estratégico da Educação 2020–2029.
  • MOÇAMBIQUE. MINEDH; Instituto de Educação Aberta e à Distância. Manual de Didáctica de Língua Portuguesa — Língua Segunda.
  • PORTUGAL. Direcção-Geral da Educação. Português Língua Não Materna: Aprendizagens Essenciais dos níveis A1, A2 e B1; orientações para diagnóstico, perfil sociolinguístico e posicionamento.
  • BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB n.º 5, de 22 de Junho de 2012, e Parecer CNE/CEB n.º 13/2012. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica.
  • BRASIL. Ministério da Educação. Referenciais para a Formação de Professores Indígenas; Material Didáctico para a Educação Escolar Indígena. Fontes comparativas para interculturalidade, participação comunitária e contextualização de materiais.

Anexo I — Matriz Global de Progressão

Domínio5.ª classe6.ª classe
CompreensãoInformação explícita em mensagens breves, com apoio contextual.Informação explícita e implícita em textos mais extensos, com selecção de ideias relevantes.
OralidadeRespostas, relatos e apresentações curtas, apoiadas por modelos e preparação.Interacções e apresentações mais desenvolvidas, com explicação, justificação e reformulação.
LeituraTextos familiares; identificação de tema, sequência, personagens e informação principal.Textos diversificados; relações entre partes, inferências, síntese e apreciação fundamentada.
EscritaTextos curtos, organizados com guiões, modelos, bancos de palavras e revisão orientada.Textos com maior autonomia, parágrafos articulados, adequação ao género e revisão por critérios.
LínguaUso e sistematização de recursos frequentes ligados aos textos trabalhados.Ampliação, contraste, escolha e revisão consciente de recursos linguísticos em diferentes géneros.
LiteraturaReconto, recitação, dramatização e criação breve a partir de modelos.Interpretação, comparação, apreciação e criação com maior autonomia e consciência dos recursos expressivos.

Anexo II — Perfil Sociolinguístico e Diagnóstico

DimensãoQuestões para recolha de informação
RepertórioQue línguas o aluno compreende, fala, lê ou escreve? Em que contextos e com quem?
Contacto com o PortuguêsOnde e com que frequência ouve, fala, lê e escreve Português?
Compreensão oralCompreende instruções simples e em etapas? Identifica assunto e informação?
Interacção oralResponde, pergunta, relata e explica? De que apoios necessita?
LeituraReconhece palavras, lê frases/textos e compreende informação explícita ou implícita?
EscritaEscreve palavras, frases, parágrafos ou textos? Como organiza e revê?
EstratégiasPede esclarecimento, utiliza imagem/contexto, consulta recursos, coopera e revê?
Interesses e experiênciasQue temas, textos, saberes e práticas da família/comunidade podem apoiar a aprendizagem?
Decisão pedagógicaQue apoios imediatos, objectivos prioritários e forma de acompanhamento serão adoptados?

Anexo III — Escala Descritiva de Desempenho

4 — Autónomo

Realiza a tarefa com adequação, organização e controlo; revê e transfere a aprendizagem para situação nova.

3 — Adequado

Realiza a tarefa essencial com pequenas hesitações ou incorrecções que não comprometem o sentido.

2 — Em desenvolvimento

Realiza parte da tarefa com modelo, perguntas, vocabulário ou apoio do professor/colegas.

1 — Apoio intensivo

Ainda não realiza a tarefa essencial mesmo com apoios usuais; necessita de ensino mais explícito e nova oportunidade.

A escala deve ser aplicada a critérios específicos de cada tarefa. Não equivale automaticamente a uma classificação numérica e não substitui as normas gerais de avaliação definidas pelo MED/INADE.

Anexo IV — Glossário e Siglas

Siglas e abreviaturas

CO — Compreensão oral

EO — Expressão oral

EE — Expressão escrita

FL — Funcionamento da língua

INADE — Inst. Nac. Avaliação e Desenv. da Educação

L — Leitura (compreensão escrita)

L1 — Língua primeira / materna

LA — Língua de Angola

LBSEE — Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino

LL — Literacia literária

LNM — Língua Não Materna

LP — Língua Portuguesa

MED — Ministério da Educação

PLS / L2 — Português Língua Segunda

TdR — Termo de Referência

P — Aula prática

T — Aula teórica

TP — Aula teórico-prática

Glossário

TermoDefinição de trabalho
Abordagem bilingueOrganização pedagógica que mobiliza, com finalidades definidas, o Português e as Línguas de Angola presentes no contexto educativo.
Aprendizagem nuclearAprendizagem essencial que todos os alunos devem ter oportunidade efectiva de desenvolver e demonstrar.
Diferenciação pedagógicaAjuste de apoios, materiais, processos e formas de resposta para permitir acesso às mesmas aprendizagens essenciais.
Língua de escolarizaçãoLíngua utilizada para ensinar, aprender, avaliar e participar na vida escolar.
Língua materna/L1Língua ou línguas adquiridas inicialmente e associadas aos primeiros contextos de socialização; a realidade individual pode ser plurilingue.
Língua Segunda/L2Língua aprendida e usada num contexto social em que desempenha funções relevantes de comunicação e escolarização.
Mediação linguísticaUso de recursos verbais e não verbais para tornar informação compreensível, estabelecer pontes e apoiar a participação.
Repertório linguísticoConjunto dinâmico de línguas, variedades, conhecimentos e recursos comunicativos disponíveis ao indivíduo.
TransversalidadeIntegração de aprendizagens linguísticas e temas relevantes ao longo das disciplinas e situações escolares.

Anexo V — Questões para Validação do INADE

Pontos que a equipa identifica como carecendo de decisão institucional antes da conclusão do Programa (Fase 4/5 do Termo de Referência).

  • 1Confirmar a designação oficial do programa e a sua relação com o novo modelo curricular de docência referido nos TdR.
  • 2Validar a manutenção da carga horária de 304 horas em cada classe e a distribuição temática preservada dos programas vigentes.
  • 3Confirmar a matriz institucional a utilizar para aprendizagens nucleares e quadro sinóptico.
  • 4Definir orientações nacionais sobre modalidades, escalas, ponderações e classificação da avaliação.
  • 5Definir orientações operacionais sobre a presença das Línguas de Angola, considerando contextos linguísticos e recursos docentes diversos.
  • 6Validar terminologia, conteúdos gramaticais e progressão entre as classes à luz do novo modelo curricular.
  • 7Indicar procedimentos para consulta pública, pareceres institucionais e incorporação das contribuições na Fase 5.